Ser mãe é saber aceitar / Being a mother is to know how to accept

Faz hoje 4 anos que me tornei mãe pela primeira vez. É difícil pôr em palavras a aventura que tem sido!
Ser mãe pode bem ser o trabalho mais difícil do mundo. Embora acredite que para muitas mulheres este papel seja natural e lhes esteja no sangue, para mim não foi bem assim. Fui mãe a primeira vez de surpresa, com uma gravidez não planeada mas que depressa se tornou desejada! A minha vida mudou radicalmente, não sei se para melhor, mas definitivamente para outro nível. Aprendi (e continuo a aprender) muitas coisas, e por isso estarei eternamente grata!

A segunda vez que fui mãe já foi parte de um plano maior. Assim que tive o meu primeiro filho, soube que tinha que ter outro também. Eu soube logo que ter dois filho seria necessário para me sentir completa, como mãe e mulher. E assim foi, com o nascimento do meu segundo filhote.

Tenho no entanto enfrentado muitos desafios. Penso que o mais difícil seja a ‘perda’ da minha liberdade. Sempre gostei de me sentir livre para poder fazer o que queria, quando queria. E aceitar que agora já não pode ser assim, tem sido duro. A palavra chave em todo este caminho de ser mãe é mesmo ACEITAR. Já escrevi sobre isto em tantos outros contextos, nomeadamente acerca da minha prática de yoga. No fim, tudo faz sentido, é como se de um círculo se tratasse, em que as várias vertentes da vida vão rodando, rodando, num círculo como uma roda, que vai andando para a frente. Mas digo a quem me perguntar que os filhos são a melhor coisa do mundo, sem dúvida alguma!

 

Four years ago today I became a mother for the first time! It is hard to put into words the adventure it has been!
Being a mother may well be the most difficult job in the world. Although I believe that for many women this role is natural and in their blood, for me it was not quite like that. I was a mother the first time by surprise, with an unplanned pregnancy that soon became the best thing that happened to me! My life has changed radically since having my first child, I do not know if for the better, but definitely to another level. I have learned (and continue to learn) many things, and for this I will be eternally grateful!
 
The second time I became a mother was part of a bigger plan. As soon as I had my first child, I knew I had to have another one, because I felt deep inside that having two children would be necessary for me to feel complete, as mother and as a woman. And so it was, with the birth of my second son.
 
I have, however, faced many challenges. I think the most difficult one has been the ‘loss’ of my freedom. I always liked to feel free to be able to do what I wanted, when I wanted to. And to accept that now it can not be quite like that, it’s been hard. The key word in all this process, this journey of being a mother is to ACCEPT. I have already written about this in so many other contexts, namely about my yoga practice. In the end, everything makes sense, it is like in a wheel, in which the several aspects of life are turning and turning, in a circle like a wheel, which is moving forward. But I will say to whoever asks me that having kids is the best thing in the world! 
 

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