Yoga Diary: Não fujo mais / I will no longer run away

Mais uma vez estou a ter que lidar com lesões. Quem exercita o corpo de qualquer forma, seja ela desporto, no ginásio ou yoga sabe que está sujeito a lesões. Acontece. É frustrante, mas faz parte. Eu como tenho muitos problemas na minha coluna, apesar de o yoga me ajudar tremendamente, às vezes lesiono-me. Desta vez até nem foi directamente na prática, foi excesso de stress, má posição a trabalhar no computador e a dormir que resultou num torcicolo bastante doloroso, a juntar a uma dor na região lombar que me persegue há meses.

Anteriormente, a minha abordagem a uma lesão era não praticar. Estar parada e esperar que a lesão passasse. No entanto, recentemente apercebi-me que isso era equivalente a fugir. Fugir da dor. Muitas vezes a dor numa lesão tem muito para nos ensinar, principalmente quando advém de uma prática de yoga. É claro que há lesões e lesões. Mas o que aprendi recentemente é que o melhor é trabalhar à volta da dor, sem forçar nada. Mas tentar perceber porque está lá.

Então apesar de não conseguir fazer a minha prática normal, tenho optado por ir na mesma para o tapete. Foco-me na respiração e movimento o meu corpo na medida do possível. Faço umas saudações ao sol e algumas posturas em pé, modificando o que é necessário para não me magoar. Mas estou presente, estou no tapete, estou a praticar yoga de uma forma muito mais profunda do que se estivesse a praticar normalmente, sem restrições físicas. Uso a minha respiração para curar o meu corpo, para o aquecer e fazer com que a energia circule e elimine quaisquer obstáculos que estejam presentes. No fim, medito e tento perceber o que de facto se esconde por baixo da lesão.

Descobri que assim não fico frustrada, faço o que é possível, mas não fujo. Enfrento o que há para enfrentar, com calma, com paciência e com coragem.

Se quiserem ler mais sobre como lidar com lesões no yoga podem ler aqui um artigo que escrevi para o site MindBodyGreen.

 

Once again I am dealing with injuries. Everyone who exercises the body in any way, be it sports, the gym or yoga knows that is subject to injury. It happens. It’s frustrating, but it’s how it is. I have several problems in my column, and even though yoga helps me tremendously, sometimes I injure myself. This time it was not even directly in my yoga practice, but more likely excessive stress, poor position working on the computer and sleeping, which resulted in a rather painful stiff neck, together with a pain in my lower back that has been chasing me for months. In previous times, my approach to injury was not practicing yoga and wait for the injury to heal on its own.
 
However, I have recently realised that this approach is like running away…from the pain. Often the pain in an injury has a lot to teach us, especially when it comes from a yoga practice. Of course there are injuries and injuries. But I recently learned that it is best to work around the pain, without forcing anything. Instead trying to understand why it is there.
 
So although I can not do my usual practice, I have decided to step into my  mat, focusing on breathing and moving my body just as far as it is able to. Do a few sun salutations and standing postures, modifying as necessary so not to hurt me. I am fully present, I am on my mat, I am practicing yoga in a much more profound way than if I was practicing as usual. I use my breath to heal my body, to warm it up and have the energy circulating and removing any obstacle present in my body. To finish, I meditate and I try to understand what is really lying beneath the injury.
 
I found that by practicing this way, I do not get frustrated, I do what I can, but I do not run away. I face what is necessary to face, calmly, with patience and courage!
If you would like to read more on how to deal with yoga injuries, you can read here an article I wrote for MindBodyGreen.

O que o Ashtanga Yoga tem para oferecer / What Ashtanga Yoga has to offer

Tradicionalmente, o Ashtanga Yoga é practicado 6 dias por semana. Embora possa parecer exagerado, é através desta prática diária que se sentem mais os benefícios reais desta prática. No entanto, nem todos conseguem seguir este ritmo por muito tempo. Praticar a mesma sequência de posturas todos os dias pode parecer aborrecido e entediante para alguns, mas é o que torna outros ‘viciados’ nesta prática.

Eu iniciei a minha prática diária de Ashtanga Yoga há mais de 4 anos, mas demorei quase um ano a perceber realmente a mágica desta prática. Posso garantir-vos que mudou a minha vida de tal forma que acho nunca conseguirei bem descrever como.

Esta prática mostrou-me uma forma diferente de ver e viver a minha vida. Ensinou-me dedicação, como manter um compromisso e como lidar com obstáculos. Ensinou-me muitas coisas que eu desconhecia acerca do meu corpo, como aprecia-lo e amá-lo. Levou-me numa procura por algo superior, pelo meu verdadeiro Eu. Partiu-me de maneiras que nunca achei possíveis, mas ensinou-me também como voltar a reconstruir-me de volta. E isto já aconteceu vezes sem conta. Ensinou-me como enfrentar e lidar com o medo. E ainda muito mais!

Sim, o meu corpo está mais forte, mais flexível e mais tonificado, mas estou também mais presente, mais focada e calma. Estou em contacto com um propósito, uma força superior, algo que tantos continuam a negar e/ou a evitar. Mas é mesmo isto que o Ashtanga tem para oferecer na sua mais pura essência!

 

Traditionally, Ashtanga Yoga is practiced 6 days a week. Although this may seem exaggerated, it is only by daily practice that the real benefits of this yoga method are felt. However, not everyone is able to stick with this practice for a long time. Practicing the same sequence of postures everyday may be boring to some, but it is also what makes some people addicted to Ashtanga.  
 
I started practicing Ashtanga Yoga more than four years ago but it took me at least one year of daily practice to really start grasping the magic of this method. I can assure you that it changed my life in ways I will never be quite able to express. 
 
It has showed me a different way to see and live life. It has taught me dedication, commitment and how to deal with obstacles. It has taught me things I did not know about my body, how to appreciate and love it. It has lead me in search for something else, for the real me. It has broken me in ways I did not think possible, but it has also taught me how to put myself back together again. And this has happened over and over again. It has taught me how to face fear and deal with it. And so much more. 
 
Yes, my body is stronger, more flexible and toned, but I am also more mindful, focused and calmer. I am in touch with a higher purpose in life that so many of us keep avoiding and denying. This is the real offer Ashtanga Yoga has for you!  
 

Bolo de alfarroba e coco / Carob and coconut cake

No passado fim-de-semana o meu filhote fez 2 aninhos! Quis por isso fazer um bolo saudável e sem possíveis alérgenos para ele levar para a escolinha e resolvi fazer um bolo de alfarroba e coco.

A alfarroba provém da vagem da árvore Alfarrobeira e é comumente utilizada em substituição do cacau pelo saber semelhante que tem. Embora não contenha tantos antioxidantes como o cacau, a alfarroba apresenta algumas vantagens, como o facto de não conter nem agentes alérgenos nem nenhum estimulante como a cafeína ou teobromina, que estão presentes no cacau. A alfarroba é ainda naturalmente doce (ao contrário do cacau) por conter mais açúcares. No entanto, apresenta um valor calórico baixo pois não contém quase gordura nenhuma e tem um elevado teor de fibras.  É ainda rica em cálcio e vitaminas B1 e B2.

Um bolo de alfarroba é por isso uma óptima opção para crianças porque fica com um sabor igual ao do chocolate, mas sem o risco de causar alergias!

Fica aqui então a receita do bolo que fiz (retirada do blogue http://saramedeirosnutricionista.blogspot.pt) :

Ingredientes:

– 2 chávenas de farinha de espelta (podem usar trigo se preferirem, eu prefiro sempre uma alternativa mais saudável)
– 1/2 chávena de farinha de alfarroba
– 1 colher de chá de fermento
– 1 chávena + 1 colher sopa de coco ralado
– 1 1/4 chávenas de açúcar de coco (ou açúcar mascavado)
– 1/2 chávena de óleo de girassol (ou óleo de coco)
–  2 chávenas de água

Preparação:

1. Misturar as farinhas com o fermento numa taça grande
2. Adicionar o coco ralado e o açúcar
3. Acrescentar o óleo e a água e bater bem até a mistura ficar homogénea. A massa fica bastante líquida para que o bolo fique com uma  textura húmida depois de cozido
4. Untar uma forma com óleo de girassol
5. Levar ao forno a 180ºC durante 30-35 min.
Ficou delicioso e foi aprovadíssimo pelos pequeninos!!

 

alfarrobeira Last weekend my little one turned 2  years old! So I wanted to make a healthy cake without possible allergens for him to take to school and decided to make a carob and coconut cake.

 
Carob comes from the pod of the Carob tree and is commonly used in place of cacao due to its similar flavour. Although it does not contain as many antioxidants such as those found in cacao, carob has some advantages such as that it does not contain allergens or any stimulants like caffeine or theobromine, which are present in cacao. Carob is naturally sweet (as opposed to cacao) because it contain more sugars. Nevertheless, it has a low caloric value since it contains almost no fat and has a high fiber content. It is also rich in calcium and vitamins B1 and B2.
 
A carob cake is therefore an excellent choice for children because it has the same flavour as chocolate (actually sweeter!), but it does not has the risk of causing allergies!
 
Here is the recipe I did (taken from the blog http://saramedeirosnutricionista.blogspot.pt):
 
Ingredients:
– 2 cups spelt flour (you can use wheat if you like, I always prefer a healthier alternative)
– 1/2 cup of carob flour
– 1 teaspoon baking powder
– 1 cup + 1 tablespoon grated coconut
– 1 1/4 cups coconut sugar (or brown sugar)
– 1/2 cup of sunflower oil (or coconut oil)
– 2 cups water
 
Preparation:
1. Mix the flour with the baking powder in a large bowl
2. Add the grated coconut and sugar
3. Add the oil and water and mix well until the mixture is homogeneous. The dough is very liquid so that the cake has a moist texture after cooking
4. Grease a form with sunflower oil
5. Bake at 180 ° C for 30-35 min.
 
It was delicious and completely approved by the little ones!! 
 
 

Yoga Diary: Compromisso / Commitment

Passou algum tempo desde a última vez que aqui escrevi! Torna-se bastante fácil perder a noção do  tempo no meio do caos da vida do dia-a-dia. Uma das únicas coisas que eu me esforço por manter é a minha prática de yoga. Mesmo que seja por apenas 10 minutos, eu tento sempre desenrolar o meu tapete pelo menos 5 dias por semana.

Eu costumava praticar todos os dias por volta das 7:30-8 horas da manhã, depois do meu filhote estar levantado e com o pequeno-almoço tomado! No entanto, isto deixava-me com pouco tempo para a minha prática e eu acabava por estar sempre estressada! No outro dia decidi começar a fazer o esforço de acordar às 6h da manhã para praticar, para que pudesse estar despachada quando toda a gente acordasse.

Não tem sido fácil porque me sinto cansada e bem precisava das horas extra de sono! É preciso muita disciplina, e um grande compromisso com a prática, mas especialmente comigo mesma para manter este ritual. Mas todas as manhãs lá estou eu, à luz da vela, respirando e movimentando o meu corpo no tapete, no silêncio do amanhecer. Sabe muito bem, é tão rejuvenescedor, tão íntimo! Sinto que consigo realmente focar-me na minha respiração e no meu interior. É uma prática completamente diferente, sem distracções, onde consigo estabelecer uma ligação comigo mesma bastante profunda. Dita completamente o resto do meu dia! Eu sei que me torno uma pessoa melhor, mas especialmente uma mãe melhor quando tenho esses momentos de manhã cedo apenas para mim! Para além disso, o compromisso com a prática ensina-me como manter os outros compromissos que tenho na minha vida.

 

Este é o primeiro post da nova secção aqui no blogue: ‘Yoga Diary’, onde irei partilhar convosco os efeitos, benefícios e lutas, da minha prática diária de Ashtanga Yoga! 

 

It’s been a long time since I last wrote here! It is far too easy to loose track of time in between the chaos of my busy daily life. The one thing that I strive to maintain is my yoga practice. Even if it is just 10 minutes on my mat, I try to unroll it at least 5 days per week. I used to practice at 7:30-8 am, after my little one is up and fed! However this usually left me with little time to practice and I ended up stressing myself with time. The other day I decided to start practicing at 6am, so I would be done by the time everyone is awake.
It hasn’t been easy, because I usually feel very tired and could use the extra hours of sleep. But every morning there I am, by candle light, breathing and moving on my mat, in the silence of the early hours of the day.
It feels so good, so rejuvenating, so intimate! I feel that I can really focus on my breath and turn inwards. It is a completely different practice. One without distractions. One where I truly, deeply connect with myself. It completely sets the day for me! I know that I am a better person and specially a better mum when I have those moments all to myself early in the morning! Also, the commitment to my practice teaches me how to commit to other things in my life. 

 

This is the first post of a new section here on the blog: Yoga Diary, where I will share my experience, benefits and struggles of a daily Ashtanga Yoga practice! 
 

A regra 80-20 / The 80-20 rule

80-20 rule_1Recentemente decidi adoptar a regra 80/20 em relação à minha alimentação. Para quem não conhece, esta regra, também conhecida como Lei ou Princípio de Pareto, afirma que em muitos acontecimentos, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Esta regra é muito utilizada em economia, onde por exemplo, se estima que 80% da riqueza de um país é controlada por 20% da população. E também no mundo dos negócios, onde por exemplo no caso de muitas empresas, se estima que 80% das de uma empresa provêm de 20% dos seus clientes.No

que respeita à alimentação, esta regra consiste em ter uma dieta saudável a 80%, com os restantes 20% a deixarem possibilidade para comermos alimentos menos saudáveis. Depois de passar por vários períodos na minha vida em que fui completamente estrita no tipo e qualidade de alimentos que ingeria, percebi, que não consigo, nem quero levar esse tipo de alimentação 100% saudável todo o tempo. Principalmente porque devido ao meu historial de distúrbios alimentares, ainda tenho muito a tendência de recorrer à comida em alturas de maior ansiedade e/ou stress, e acabo por ter medo de aumentar de peso por causa disso. Por isso decidi experimentar a regra dos 80-20 para ver como corria, para perceber se resultava a não me sentir muito culpada cada vez que comia um alimento menos saudável.

Confesso que no início foi difícil deixar-me ir, digamos assim. Mas com o tempo percebi que este modo de encarar a alimentação me dá muito mais liberdade e até leva a que tenha uma melhor relação com a comida. Se me apetece pizza, como. Se me apetece uma bola de berlim na praia, como. Já sei que às vezes é provável que o meu corpo não fique muito contente com o resultado, pois tenho sempre dificuldade em digerir estes alimentos mais processados, mas sei que a minha mente vai ficar mais descansada por também satisfazer alguns desses desejos! O importante é comer com total presença e atenção, de uma forma ‘mindful’.

Esta regra acaba por ser muito semelhante ao que alguns nutricionistas defendem num regime de dieta, que é fazer uma “asneira” por semana! A ideia no fundo, é que haja sempre um pequeno espaço, uma permissão para que nos possamos satisfazer com algo que idealmente não deveríamos comer sem nos sentirmos culpadas. O segredo está sempre na conta e medida. Tudo em excesso faz mal (mesmo alguns alimentos saudáveis) e para muitas pessoas, como eu, uma dieta 100% saudável e restritiva não é a melhor forma de realmente atingir o bem-estar.

 

80-20 rule_2Recently I decided to adopt the 80/20 rule to my diet. For those of you unfamiliar with this rule, it is also known as Law or Pareto Principle and it says that in many events, 80% of the consequences stem from 20% of the causes. This rule is widely used in economics, where for example, it is estimated that 80% of the wealth of a country is controlled by 20% of the population, or in the business world, where for example in the case of many companies, it is estimated that 80% of the revenue comes from 20% of your customers.

When it comes to diet, this rule means that we eat healthy 80% of the time, with the remaining 20% of less healthy foods. After going through several periods in my life when I was quite strict on the type and quality of food I ate, I realized that I can not, nor want to take that kind of 100% healthy diet all the time. Mainly because due to my history of eating disorders, I still have a tendency to turn to food in times of increased anxiety and / or stress, and I end up being afraid to gain weight because of it. So I decided to try the 80-20 rule to see if I would not feel so guilty every time I ate a less healthy food.

I confess that at first it was hard to let go, so to speak, of my control freak mind. But over time I realized that this way of looking at food gives me a lot more freedom and even leads to a better relationship with food. If I feel like pizza, I will have it. If I feel like one sugar coated ‘bola de berlim’ on the beach, I will have it. I know that sometimes my body is not too happy with the result because I always have difficulty digesting these more processed foods, but I know that my mind will become rested! The important thing is to eat with full presence and attention in a ‘mindful’ way.

This rule turns out to be very similar to what some nutritionists advocate in a diet regimen, which is to indulge in something you crave once a week! The idea behind this is to create a small space, a permission so that we can eat a less healthy food without the feeling of guilt. The secret always lies in the account and measure. Everything in excess is bad (even some healthy foods) and for many people, like me, a 100% healthy and diet is not the best way to truly achieve well-being.

3 Anos!! / 3 Years!!

Faz hoje 3 anos que decidi começar a escrever este blogue. Tudo começou com uma vontade de partilhar o meu caminho, o meu percurso rumo ao bem-estar e à felicidade. Embora com muitos períodos de silêncio pelo caminho, essa continua a ser a minha vontade e o meu objectivo.
Este meu percurso não tem sido fácil, tem tido os seus altos e baixos, mas o “saldo” tem sido muito positivo! Devo muito do que tenho aprendido à minha prática de yoga. A motivação, a persistência, a vontade de continuar sem desistir, tudo advém do facto de saber que cada vez que desenrolo o meu tapete e pratico, consigo estar comigo e consigo ver-me. Consigo ver os meus defeitos, mas acima de tudo, consigo ver as minhas virtudes. E foi sobretudo esta relação que tenho vindo a construir comigo mesma que me tem levado à descoberta do que é viver uma vida saudável, física e mentalmente.
Sei que não tenho tido muito tempo, nem inspiração para aqui escrever, mas não queria deixar de assinalar esta data com um post. Aproveito também para dizer que vêm aí novidades, muito em breve! E que vou tentar escrever mais assiduamente!
Three years ago today that I decided to start writing this blog. It all started with a desire to share my journey, my path towards wellness and happiness. Although with some periods of silence along the way, this is still my goal.
 
This journey of mine has not been easy, it has had its ups and downs, but the “balance” has so far been very positive! I owe much, if not all, of what I have been learning to my yoga practice. The motivation, persistence, the willingness to continue without giving up, everything comes from knowing that every time I unroll my mat and practice, I am able to be with me and see me. I am able to see my faults, but above all, I am able to see my virtues. It has been this relationship that I have been developing with myself that has led me to discover  live a healthy life, both physically and mentally.
 
I know I have not had much time or inspiration to write regular posts, but I could not let this date go by without writing something! There will be new things coming soon and I promise I will try to write more frequently! 

A verdade sobre os lacticínios / The truth about dairy

De certeza que já ouviram opiniões divergentes acerca do consumo de lacticínios. Há quem defenda que são alimentos altamente nutritivos e uma fonte importante de cálcio, e que por isso devem ser consumidos diariamente. Mas há também quem defenda que os malefícios que podem causar à saúde humana são superior a possíveis benefícios.
Embora eu tenha a minha opinião e não consuma lacticínios aparte de algum queijo muito ocasionalmente, o meu objectivo com este post é apresentar-vos os vários factos acerca do porquê dos lacticínios, e principalmente o leite de vaca, serem actualmente desaconselhados numa dieta saudável e equilibrada.
O leite de vaca como é actualmente produzido e vendido nos supermercados é totalmente desprovido de nutrientes, sendo mesmo considerado um alimento “morto” por alguns especialistas. Há várias razões pelas quais isto acontece: i) para que as vacas consigam produzir suficiente leite são injectadas com várias hormonas e com antibióticos que passam para o leite; ii) o processo de pasteurização, que é utilizado para matar bactérias, desnatura as proteínas, ou seja, faz com que estas percam a sua estrutura e deixem de funcionar; iii) a composição das gorduras do leite é modificada devido à dieta das vacas que é sobretudo rica em cereais.
Para além disto, o leite de vaca é  muito difícil de digerir pois o nosso sistema digestivo não está preparado para conseguir quebrar algumas das suas proteínas e açúcares. Pode ainda causar reações alérgicas, sendo mesmo o terceiro maior alérgeno em crianças pequenas.
Existem ainda estudos científicos que comprovam que a ingestão de lacticínios pode ter efeitos negativos na saúde humana, nomeadamente um aumento de problemas respiratórios, problemas digestivos e problemas de pele. O consumo de leite tem sido ainda associado a um aumento do risco de cancro do ovário e da próstata.
Poderia ainda falar das razões éticas pelas quais não deveríamos consumir lacticínios. As vacas são mantidas em condições precários, os vitelos são-lhes retirados muito pequeninos…enfim…Há quem diga também que mais nenhum mamífero consome leite que não seja o da própria espécie! (E aqui é também a minha veia de bióloga a falar!)
Depois disto tudo vocês poderão perguntar: e então a osteoporose? e onde vamos buscar o cálcio? porque há por aí tanta publicidade ao leite? Bom, primeiro a indústria produtora de leite tem um peso enorme na nossa sociedade, e é por isso que a publicidade continua por aí. Em relação ao cálcio e à osteoporose trata-se também de publicidade enganosa! O cálcio encontra-se em muitos outros alimentos que não o leite, como por exemplo, em legumes de folha verde, leguminosas e frutos secos. E na verdade, existem estudos que mostram que o consumo exagerado de leite pode mesmo enfraquecer os ossos!
Conheço várias pessoas que ao retirarem estes alimentos do seu dia-a-dia, observaram melhorias enormes em problemas respiratórios como asma e mesmo constipações e em problemas de pele como eczemas e acne. A única forma de descobrirem se é o leite que vos faz mal, é deixarem de o consumir por uns tempos e depois re-introduzir.
Hoje em dia existem várias alternativas de leites ou bebidas “vegetais”, que são feitas de arroz, aveia, soja ou amêndoas, etc.
I’m sure you have heard differing opinions about dairy consumption. Some argue that these are highly nutritious food and an important source of calcium, and therefore should be consumed daily. But others argue that the harm that they can cause to human health is greater than the potential benefits.
 
Although I have my opinion about this matter and do not consume dairy products apart from some cheese very occasionally, my goal with this post is to show you the various facts about why dairy, especially cow’s milk, is currently advised against in a healthy and balanced diet.
 
Cow’s milk as is currently produced and sold in supermarkets is totally devoid of nutrients, and even considered a “dead” food by some experts. There are several reasons why this happens: i) for the cows to be able to produce enough milk they are injected with several hormones and antibiotics that pass into the milk; ii) pasteurization, which is used to kill bacteria, denature proteins, i.e. causes them to lose their structure; iii) the composition of milk fat is modified due to the diet of cows, which is especially rich in cereals.
 
In addition, cow’s milk is very difficult to digest because our digestive system is not prepared to successfully break some of its proteins and sugars. It can also cause allergic reactions, being the third largest allergen in young children.
 
There are scientific studies proving that dairy intake may have negative effects on human health, including an increase in respiratory problems, digestive problems and skin problems. Consumption of milk has also been associated with an increased risk of ovarian and prostate cancer.
 
I can also mention some ethical reasons why we should not consume dairy products. The cows are kept in precarious conditions, calves are taken from them very little … well … Some people also say that no other mammal species consumes milk other than their own kind! (And this is also my biologist side talking!)
 
After all this you might ask, and what about osteoporosis? and where do we get calcium? why is there so much publicity to milk? Well, first the dairy industry has a huge weight in our society, and that is why advertising is still out there. Regarding calcium and osteoporosis, it is also misleading advertisin
g! Calcium is found in many foods other than milk, for example, in green leafy vegetables, pulses and nuts. And in fact, there are studies that show that the excessive consumption of milk may even weaken the bones!
 
I know several people that have eliminated dairy from their diet and observed huge improvements in respiratory problems like asthma and even colds and skin problems such as eczema and acne. The only way to find out if you have some level of intolerance to milk and dairy is to eliminate it from your diet for a while and then re-introduce it. Nowadays there are several alternatives for plant ‘milk’, made of rice, oat, soy or almond, etc.

Celebrar o amor / Celebrating love

Feliz Dia dos Namorados!
Este é um dia em que se deve celebrar o amor. E se não têm companheiro ou companheira, não faz mal nenhum! Celebrem com vocês mesmos. Aproveitem para dedicar o dia a amarem-se a vocês mesmos. Quando é que costumam fazer isso? Aposto que quase nunca! Pois, ter amor próprio é mais importante do que ter o amor de alguém.
Aqui ficam algumas dicas se como cultivar este amor:
1. Comecem cada dia com um coração grato
2. Sejam a melhor versão de vocês mesmos
3. Encontrem o vosso propósito na vida, e partilhem-no com paixão
4. Oiçam o vosso corpo
5. Dediquem algum tempo a fazer o vosso coração e a vossa alma felizes
6. Vivam de uma forma consciente e presente, apreciando cada momento
7. Admitam quando estão errados
8. Lembrem-se de respirar
9. São mais fortes do que pensam
10. Escolham a felicidade
11. Vivam os vossos sonhos!
Happy Valentine’s Day! 
Today we should be celebrating Love! Even if you do not have a partner, you should celebrate with yourself. Take this opportunity and dedicate this day to pampering and loving yourself. I bet you never do this! And practicing self-love is so much more important than receiving love from someone else.
Here are some tips on how you can do that:
 
1. Start each day with a grateful heart
2. Be the best version of yourself
3. Find your purpose in life and share it with passion
4. Listen to your body
5. Take time to make your heart and soul happy
6. Live mindfully, appreciating every moment
7. Admit when you are wrong
8. Remember to breath
9. You are stronger than  you think
10. Choose happiness!
11. Live your dreams

Dicas para umas Festas Saudáveis / Tips for Healthy Holidays

Como prometido no último post, aqui ficam umas dicas para se manterem saudáveis durante as Festas!
1. Preparar um menu saudável com antecedência. A melhor forma de manter uma alimentação saudável durante o Natal, é planear bem as refeições, de forma a que tenham tempo de comprar todos os ingredientes e confeccionarem as refeições da melhor forma possível.
2. Permaneçam activos durante esta época, talvez estacionando o carro mais longe e andando mais a pé ou escolhendo as escadas em vez do elevador!
3. Durante as refeições comam devagar, apreciem bem a comida, reparem nas cores que compõem o vosso prato, no cheiro, no sabor! Tudo conta para que desfrutem bem de cada refeição, de cada porção de comida, e claro, de cada sobremesa e doce tradicional. O facto de fazerem tudo isto com mais consciência faz com que talvez se sintam satisfeitos mais cedo e não comam tanto. Temos muito a tendência de quando em frente a uma mesa cheia de comida, devorar tudo aquilo que conseguimos e ainda mais alguma coisa! Mas se formos mais conscientes da forma como comemos, ficaremos melhor saciados, tanto fisicamente como mentalmente!
4. Comer de tudo mas com moderação! Aqui sim, está o segredo para manter a linha! Não se reprimam de comer este ou aquele doce, mas comam com moderação, não devorem logo tudo. Não entupam o vosso sistema digestivo! Dêem-lhe espaço e tempo para que possa digerir bem tudo aquilo que comerem.
5. Ter comida saudável congelada. Assim se não tiverem tempo de cozinhar nos dias que antecedem e que seguem o Natal, não terão desculpas!
6. Beber um chá digestivo para não sentirem o estômago tão pesado se comerem demais. Uma boa opção é fazerem uma infusão de sementes de coentro e sementes de funcho, ou de gengibre. Podem sempre optar por uma infusão já em saqueta, se for mais fácil. A marca Yogi Tea e a marca Pukka têm umas opções óptimas.
7. Mais importante que tudo: foquem-se na diversão, no convívio, nas pessoas, e não tanto na comida!
Desejo-vos um Feliz e Saudável Natal cheio de Amor e de Luz! 
As promised in my last post, here are some tips to stay healthy during the Holidays!
 
1. Prepare a healthy menu in advance. The best way to maintain a healthy diet during Christmas, is to plan your meals in advance so you can have time to buy all the ingredients and prepare meals in the best possible way.
 
2. Stay active during this time, perhaps parking the car further and walking more or choosing the stairs instead of the elevator!
 
3. During meals, eat slowly and enjoy the food, notice the colors that make up your dish,the  smell, the flavor! Everything counts so you can fully enjoy your meal, every bite of food, and of course, each dessert and traditional sweet. By doing all of these, you will create more awareness and feel satisfied sooner, not eating as much as if you were not paying attention at all at your meal. We have the tendency of devour everything when in front of a table full of food! But if we are more aware of the way we eat, we will be more satisfied, both physically and mentally!
 
4. Eat everything in moderation! Here is the secret to keep fit and healthy! Do not suppress any urge to eat this or that, but eat in moderation, not just devouring everything you feel like to. Because otherwise you will compromise your digestive system! And it will need space and time to digest everything you eat properly. 
 
5. Have some frozen healthy food. So if you have no time to cook in the days before and following Christmas, will have no excuse to keep up with a healthy diet!
 
6. Drink a digestive tea if you feel a heavy stomach after eating too much. A good option is to make an infusion of coriander and fennel seeds, or ginger. You can always opt for an infusion bag if that is easier. The brands Yogi Tea and Pukka have some great options.
 
7. More importantly, focus on having fun, spending time with the people you love, and not so much on food!
 
I wish you a Merry Healthy Christmas full of love and light!

Estarmos presentes na época Natalícia / Be present during the Holidays

Chegou o mês de Dezembro, e com ele as preparações para as festas Natalícias e para o Fim do Ano. Esta época costuma ser muito agitada entre compras de presentes para dar à família e amigos, e de comida para os tradicionais pratos de Natal, almoços e jantares com amigos, etc. Com tantos afazeres, e com a tendência consumista da altura, é muito fácil que nos sintamos stressados e desligados de nós mesmos. Acabamos por chegar ao fim do ano exaustos e sem energia.

 

Uma boa forma de contrariar esta tendência é estarmos presentes. Mas como é que fazemos isto? Utilizando algumas técnicas de mindfulness que já descrevi noutros posts (aqui e aqui). Vivendo cada momento com calma, aceitando cada acontecimento sem emitir juízos de valor. Por exemplo, uma situação que pode acontecer muito nesta altura é estarmos numa fila imensa de trânsito, ou mesmo para pagarmos as compras de Natal, com imenso barulho e confusão à nossa volta. E temos mesmo que comprar aquilo agora… É fácil perdermos a calma. Mas se aceitarmos que agora, naquele momento, é ali que temos que estar, as coisas poderão ser mais fáceis. Uma boa forma de fazermos isto é concentrar-nos na nossa respiração (uma coisa que nos esquecemos muito de fazer!), e de imediato a nossa mente e o nosso corpo ficarão mais calmos. E ao aplicamos isto a todos os momentos em que de repente nos sentimos ‘com a tampa prestes a saltar’, as situações serão muito mais fáceis de ultrapassar.

 

Por outro lado, ficará também mais fácil focarmo-nos no que realmente interessa nesta quadra festiva: estar com a família e amigos. Partilhar momentos de amor e felicidade. Por vezes esta parte passa-nos inteiramente ao lado. Mas ao estarmos presentes, ao vivermos cada momento, percebemos que são estas coisas que interessam e passaremos a desfrutar muito mais delas! Saberemos valorizar aquilo que temos e todas as situações que enfrentamos!

 

No próximo post darei algumas dicas de como nos mantermos saudáveis durante as Festas!
December is here, and with it the preparations for Christmas and New Year’s Eve have arrived. This time of the year is usually very busy with shopping for gifts to give to family and friends, and food for the traditional Christmas sweets, lunches and dinners with friends, etc. With so much to do, and the consumer trend of this time, it is very easy for us to feel stressed and disconnected from ourselves. We end up reaching the end of the year exhausted and without energy.
 
A good way to counterbalance this is to be present. But how do we do this? Using some of the mindfulness techniques I have already described in previous posts (here and here). Living every moment with calm, accepting each event without judgments. For example, a situation that can happen a lot during this time is for us to be in huge queues to pay for our shopping, usually with a lot of noise and confusion around us… It’s usually easy for us to lose our patience and our temper. But if we accept that now, in that moment, that’s where we have to be, things will be easier. A good way to do this is to concentrate on our breathing (something we often forget to do!), and immediately our mind and our body will be calmer. If you apply this to every time you suddenly feel about to explode, situations will become much easier to overcome.
 
On the other hand, it will also become easier to focus on what really matters in this festive season: to be with family and friends. To share moments of love and happiness. Sometimes we ignore this part. But if we are present, if we live each moment, we realize that these are the things that interest the most!
 

 

For the next post I will share some tips on how to stay healthy during the Holidays!
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