Yoga Diary: Não fujo mais / I will no longer run away

Mais uma vez estou a ter que lidar com lesões. Quem exercita o corpo de qualquer forma, seja ela desporto, no ginásio ou yoga sabe que está sujeito a lesões. Acontece. É frustrante, mas faz parte. Eu como tenho muitos problemas na minha coluna, apesar de o yoga me ajudar tremendamente, às vezes lesiono-me. Desta vez até nem foi directamente na prática, foi excesso de stress, má posição a trabalhar no computador e a dormir que resultou num torcicolo bastante doloroso, a juntar a uma dor na região lombar que me persegue há meses.

Anteriormente, a minha abordagem a uma lesão era não praticar. Estar parada e esperar que a lesão passasse. No entanto, recentemente apercebi-me que isso era equivalente a fugir. Fugir da dor. Muitas vezes a dor numa lesão tem muito para nos ensinar, principalmente quando advém de uma prática de yoga. É claro que há lesões e lesões. Mas o que aprendi recentemente é que o melhor é trabalhar à volta da dor, sem forçar nada. Mas tentar perceber porque está lá.

Então apesar de não conseguir fazer a minha prática normal, tenho optado por ir na mesma para o tapete. Foco-me na respiração e movimento o meu corpo na medida do possível. Faço umas saudações ao sol e algumas posturas em pé, modificando o que é necessário para não me magoar. Mas estou presente, estou no tapete, estou a praticar yoga de uma forma muito mais profunda do que se estivesse a praticar normalmente, sem restrições físicas. Uso a minha respiração para curar o meu corpo, para o aquecer e fazer com que a energia circule e elimine quaisquer obstáculos que estejam presentes. No fim, medito e tento perceber o que de facto se esconde por baixo da lesão.

Descobri que assim não fico frustrada, faço o que é possível, mas não fujo. Enfrento o que há para enfrentar, com calma, com paciência e com coragem.

Se quiserem ler mais sobre como lidar com lesões no yoga podem ler aqui um artigo que escrevi para o site MindBodyGreen.

 

Once again I am dealing with injuries. Everyone who exercises the body in any way, be it sports, the gym or yoga knows that is subject to injury. It happens. It’s frustrating, but it’s how it is. I have several problems in my column, and even though yoga helps me tremendously, sometimes I injure myself. This time it was not even directly in my yoga practice, but more likely excessive stress, poor position working on the computer and sleeping, which resulted in a rather painful stiff neck, together with a pain in my lower back that has been chasing me for months. In previous times, my approach to injury was not practicing yoga and wait for the injury to heal on its own.
 
However, I have recently realised that this approach is like running away…from the pain. Often the pain in an injury has a lot to teach us, especially when it comes from a yoga practice. Of course there are injuries and injuries. But I recently learned that it is best to work around the pain, without forcing anything. Instead trying to understand why it is there.
 
So although I can not do my usual practice, I have decided to step into my  mat, focusing on breathing and moving my body just as far as it is able to. Do a few sun salutations and standing postures, modifying as necessary so not to hurt me. I am fully present, I am on my mat, I am practicing yoga in a much more profound way than if I was practicing as usual. I use my breath to heal my body, to warm it up and have the energy circulating and removing any obstacle present in my body. To finish, I meditate and I try to understand what is really lying beneath the injury.
 
I found that by practicing this way, I do not get frustrated, I do what I can, but I do not run away. I face what is necessary to face, calmly, with patience and courage!
If you would like to read more on how to deal with yoga injuries, you can read here an article I wrote for MindBodyGreen.

O que o Ashtanga Yoga tem para oferecer / What Ashtanga Yoga has to offer

Tradicionalmente, o Ashtanga Yoga é practicado 6 dias por semana. Embora possa parecer exagerado, é através desta prática diária que se sentem mais os benefícios reais desta prática. No entanto, nem todos conseguem seguir este ritmo por muito tempo. Praticar a mesma sequência de posturas todos os dias pode parecer aborrecido e entediante para alguns, mas é o que torna outros ‘viciados’ nesta prática.

Eu iniciei a minha prática diária de Ashtanga Yoga há mais de 4 anos, mas demorei quase um ano a perceber realmente a mágica desta prática. Posso garantir-vos que mudou a minha vida de tal forma que acho nunca conseguirei bem descrever como.

Esta prática mostrou-me uma forma diferente de ver e viver a minha vida. Ensinou-me dedicação, como manter um compromisso e como lidar com obstáculos. Ensinou-me muitas coisas que eu desconhecia acerca do meu corpo, como aprecia-lo e amá-lo. Levou-me numa procura por algo superior, pelo meu verdadeiro Eu. Partiu-me de maneiras que nunca achei possíveis, mas ensinou-me também como voltar a reconstruir-me de volta. E isto já aconteceu vezes sem conta. Ensinou-me como enfrentar e lidar com o medo. E ainda muito mais!

Sim, o meu corpo está mais forte, mais flexível e mais tonificado, mas estou também mais presente, mais focada e calma. Estou em contacto com um propósito, uma força superior, algo que tantos continuam a negar e/ou a evitar. Mas é mesmo isto que o Ashtanga tem para oferecer na sua mais pura essência!

 

Traditionally, Ashtanga Yoga is practiced 6 days a week. Although this may seem exaggerated, it is only by daily practice that the real benefits of this yoga method are felt. However, not everyone is able to stick with this practice for a long time. Practicing the same sequence of postures everyday may be boring to some, but it is also what makes some people addicted to Ashtanga.  
 
I started practicing Ashtanga Yoga more than four years ago but it took me at least one year of daily practice to really start grasping the magic of this method. I can assure you that it changed my life in ways I will never be quite able to express. 
 
It has showed me a different way to see and live life. It has taught me dedication, commitment and how to deal with obstacles. It has taught me things I did not know about my body, how to appreciate and love it. It has lead me in search for something else, for the real me. It has broken me in ways I did not think possible, but it has also taught me how to put myself back together again. And this has happened over and over again. It has taught me how to face fear and deal with it. And so much more. 
 
Yes, my body is stronger, more flexible and toned, but I am also more mindful, focused and calmer. I am in touch with a higher purpose in life that so many of us keep avoiding and denying. This is the real offer Ashtanga Yoga has for you!  
 

Yoga Diary: Compromisso / Commitment

Passou algum tempo desde a última vez que aqui escrevi! Torna-se bastante fácil perder a noção do  tempo no meio do caos da vida do dia-a-dia. Uma das únicas coisas que eu me esforço por manter é a minha prática de yoga. Mesmo que seja por apenas 10 minutos, eu tento sempre desenrolar o meu tapete pelo menos 5 dias por semana.

Eu costumava praticar todos os dias por volta das 7:30-8 horas da manhã, depois do meu filhote estar levantado e com o pequeno-almoço tomado! No entanto, isto deixava-me com pouco tempo para a minha prática e eu acabava por estar sempre estressada! No outro dia decidi começar a fazer o esforço de acordar às 6h da manhã para praticar, para que pudesse estar despachada quando toda a gente acordasse.

Não tem sido fácil porque me sinto cansada e bem precisava das horas extra de sono! É preciso muita disciplina, e um grande compromisso com a prática, mas especialmente comigo mesma para manter este ritual. Mas todas as manhãs lá estou eu, à luz da vela, respirando e movimentando o meu corpo no tapete, no silêncio do amanhecer. Sabe muito bem, é tão rejuvenescedor, tão íntimo! Sinto que consigo realmente focar-me na minha respiração e no meu interior. É uma prática completamente diferente, sem distracções, onde consigo estabelecer uma ligação comigo mesma bastante profunda. Dita completamente o resto do meu dia! Eu sei que me torno uma pessoa melhor, mas especialmente uma mãe melhor quando tenho esses momentos de manhã cedo apenas para mim! Para além disso, o compromisso com a prática ensina-me como manter os outros compromissos que tenho na minha vida.

 

Este é o primeiro post da nova secção aqui no blogue: ‘Yoga Diary’, onde irei partilhar convosco os efeitos, benefícios e lutas, da minha prática diária de Ashtanga Yoga! 

 

It’s been a long time since I last wrote here! It is far too easy to loose track of time in between the chaos of my busy daily life. The one thing that I strive to maintain is my yoga practice. Even if it is just 10 minutes on my mat, I try to unroll it at least 5 days per week. I used to practice at 7:30-8 am, after my little one is up and fed! However this usually left me with little time to practice and I ended up stressing myself with time. The other day I decided to start practicing at 6am, so I would be done by the time everyone is awake.
It hasn’t been easy, because I usually feel very tired and could use the extra hours of sleep. But every morning there I am, by candle light, breathing and moving on my mat, in the silence of the early hours of the day.
It feels so good, so rejuvenating, so intimate! I feel that I can really focus on my breath and turn inwards. It is a completely different practice. One without distractions. One where I truly, deeply connect with myself. It completely sets the day for me! I know that I am a better person and specially a better mum when I have those moments all to myself early in the morning! Also, the commitment to my practice teaches me how to commit to other things in my life. 

 

This is the first post of a new section here on the blog: Yoga Diary, where I will share my experience, benefits and struggles of a daily Ashtanga Yoga practice! 
 

Como ser mãe me ajudou na minha prática de yoga e vice-versa / How being a mother helped my yoga practice and vice-versa

Ser mãe era uma coisa que não estava nos meus planos, mas aconteceu e dou graças por isso todos os dias! Mas muitas coisas mudaram na minha vida, sendo que uma delas foi a minha prática de yoga. Ganhou outra dimensão pelo facto não só de praticar em casa todos os dias, mas também pelo que aprendi (e estou a aprender) neste papel de mãe
Aprendi sobretudo a importância de aceitar as coisas como elas são, de ser paciente e de ser perseverante. Todas estas coisas se relacionam com a prática de yoga de uma forma bastante directa e profunda. Foi sobre este assunto que escrevi o meu primeiro artigo para o site DoYouYoga. Podem lê-lo aqui: ‘How being a mother makes you a better yogini (and vice-versa!)’.
A prática de yoga tem muitas dimensões que vão para além da prática física que estamos mais acostumados a ver e a praticar. Os benefícios desta prática que teve a sua origem na Índia há milhares de anos são inúmeros e aconselho vivamente quem nunca praticou a experimentar uma aula! Existem vários tipos de yoga, uns mais físicos que outros. Experimentem aquele que vos parecer mais adequado à vossa personalidade! Se não acertarem à primeira, não desistam, procurem outro estilo. Comigo, foi apenas quando experimentei o Ashtanga yoga que percebi que tinha encontrado a prática certa para mim!
Being a mother was something that was not in my plans, but it happened, and I am grateful for it every day! However, many things had to change in my life, one of which was my yoga practice. It gained a different dimension not only because I started practicing at home every day, but also because of everything I have learned (and am learning) in this role of being a mother.
 
I have learned the importance of accepting things as they are, of being patient and to be perseverant. All of these things relate to the practice of yoga in a very direct and profound manner. It was exactly about this subject that I wrote my first article for the site DoYouYoga. You can read it here: ‘How being a mother makes you a better yogini (and vice-versa!)’.
 
The practice of yoga has many dimensions that go beyond the physical practice that we are more accustomed to seeing and practicing. The benefits of this practice, that originated in India thousands of years ago, are numerous and I strongly advise anyone who has never practiced to try a class! There are several types of yoga, some more physical than others. Try the one that seems most suitable to your personality! If you do not get it right at first, do not give up, try another style. For me, it was only when I tried Ashtanga yoga that I knew I had found the right practice for me!

Yoga does it again: practicing self-love / Praticar auto-estima

My last post was about accepting and letting go. And I cannot emphasize enough how important this is if you want to achieve happiness in your life.

I have been silent for this last month, caught up in too much work, my coaching course and I guess my emotions! I think I stopped writing as a way to avoid them! 

When I thought I had achieved a certain balance in my life, I kind of lost it, and It has taken me some time to recover it. Through these last couple of weeks I thought about everything I learned so far about accepting, letting go, and being positive. But something else was missing: self-love. I forgot the most important aspect of my wellness revolution: learning how to love and accept my self deeply and completely!

Maybe I thought I was doing it at the same time I was learning about everything else. But the truth is that I wasn’t. I was just working on the outer layer, without going deep enough to find the true root of my imbalance. I kept running away from it. And the apparent peace and tranquility I achieved through my daily meditation practice and my healthy diet suddenly vanished. I realized it was time to stop again, rewind, think about what was missing, and find it! 

As always, the answer was lying just before my eyes, in my yoga practice. I was failing to apply what I was learning and experiencing in my practice to my daily life. I learned that to overcome injuries I needed to face them instead of running away and pretending that they were not there. I learned to bring awareness to my mat, and with my breath to fully feel my injuries, my body; to accept my incapacity to do some postures. I learned the way to healing. But I was leaving that awareness, that kindness and acceptance towards myself, inside the yoga shala. The challenge was now to bring all that into my daily life. 

I am slowly getting there. I am practicing acceptance and loving kindness towards my self outside my mat. And for that I am having a huge support from a program I found online, written by Ani Richardson from Nurture With Love. Her inspirational tips and support are being crucial for this additional step towards my wellness revolution. You can find more about the program, 35 Days to Self-Love, here

A final message I want to leave you with is that the journey to wellness and healing is very personal and only you can make it. However, it is always good to have someone by your side to cheer you up along the way, to support you in every step. That someone can be a friend, a family member, but can also be a coach or someone who has gone through the same challenges you are facing. Ultimately, you are the one responsible to achieve your well-being, and you are your best friend, but do know that you are not alone in this quest! Do not run away from your problems, the answer lies in practicing self-love and accepting everything as it is!

O meu último post foi sobre aceitar e deixar ir. E não posso deixar de enfatizar o suficiente como isto é importante para alcançarmos a felicidade.

Tenho estado em silêncio neste último mês, embrenhada no excesso de trabalho, no meu curso de ‘wellness coach’, e acho que também nas minhas emoções! Acho que na realidade parei de escrever como forma de as evitar!

Quando finalmente pensei que tinha atingido um certo equilíbrio na minha vida, acabei por perdê-lo, e demorei algum tempo para o recuperar. Nestas últimas semanas tenho pensado em tudo o que aprendi até agora sobre aceitação, desapego, e pensamentos positivos. E concluí que ainda havia algo que me estava a escapar: o amor-próprio. Acabei por esquecer um dos aspectos mais importantes da minha revolução para o bem-estar: aprender a gostar de mim e a aceitar-me de uma forma profunda e completa!

Intuitivamente achei que o estava a fazer ao mesmo tempo que estava a aprender sobre tudo o resto. Mas a verdade é que não estava. Estava apenas a trabalhar na camada mais externa, sem ir fundo o bastante para encontrar a verdadeira raiz do meu desequilíbrio. E assim continuei a fugir dele. E a paz e tranquilidade aparente que estava a conseguir alcançar através da minha prática diária de meditação e da minha dieta saudável, de repente desapareceu. Percebi então que era hora de parar de novo, voltar atrás, e pensar sobre o que me estava a escapar.

Como sempre, a resposta estava já à frente dos meus olhos, na minha prática de yoga. Eu não estava era a conseguir aplicar aquilo que aprendia e sentia na minha prática de yoga para o meu quotidiano. Aprendi que para superar as lesões era preciso enfrentá-las, em vez de fugir e fingir que elas não existiam. Aprendi a trazer consciência para o meu tapete, e juntamente com a minha respiração, a sentir as minhas lesões, o meu corpo; a aceitar a minha incapacidade de fazer algumas posturas. Aprendi que este era o caminho para a cura. Mas essa consciencialização, essa bondade e aceitação para comigo própria estavam a ficar dentro do shala. O desafio é agora transpor isso para o meu dia-a-dia.

E lentamente estou a chegar lá, praticando aceitação, sendo gentil para mim mesma, aceitando-me como sou, sem fugir. E para isso estou a ter ajuda e um incentivo enorme de um programa que encontrei ‘online’, escrito por Ani Richardson do ‘site’ ‘Nurture With Love. As dicas de inspiração e apoio estão a ser cruciais para mais este passo em direção à minha revolução para o bem-estar. Podem saber mais sobre este programa, ’35 Days to Self-Love’, aqui.

A mensagem final com que quero deixar-vos é que a viagem em direcção ao bem-estar e à cura é muito pessoal e só vocês a podem fazer. No entanto, é sempre bom ter alguém ao vosso lado para vos animar ao longo do caminho, para vos apoiar em cada passo. Esse alguém pode ser um amigo, um membro da família, mas também pode ser um ‘coach’ ou alguém que tenha passado pelos mesmos desafios por que estão a passar. Em última análise, vocês são os responsáveis por alcançar o vosso bem-estar, e os vossos melhores amigos, mas saibam que não estão sozinhos nessa procura! Não fujam dos vossos problemas, a solução está em praticar auto-estima e aceitar tudo exactamente como é!

Como o yoga mudou a minha vida / How yoga changed my life

‘I have fallen in love with yoga, because it has made me fall in love with myself.’
Li esta frase num blog e pensei: ‘este é exactamente o sentimento que partilho em relação à prática de yoga’. Foi amor à primeira vista e tem sido extremamente importante no desenvolvimento da minha relação comigo mesma, da minha auto-estima. O facto de uma pessoa não gostar de si mesma, ou do seu corpo, pode trazer vários problemas, não só psicológicos, mas também físicos. Quantas pessoas são capazes de se olhar no espelho e dizer: ‘eu amo-te!’. Acredito que não muitas. Eu ainda não sou capaz. Mas estou bem mais perto de o ser. Aprender a amar o meu corpo é o primeiro passo nesse sentido. E a prática de yoga sem dúvida que me tem ajudado muito. Tem-me ensinado a ouvir o meu corpo e a respeitá-lo. A respeitar o facto de a minha anca ser fechada, ou de os meus pulsos serem fracos. Tem-me ensinado também a ter paciência! E esta sim é uma virtude importante. As coisas hão-de acontecer ao seu ritmo, não vale a pena forçar ou querer apressar. Tudo tem o seu tempo. Uma citação que adoro é: ‘There is absolutely no need to hurry about anything: everything must happen only at the precise time appointed by the Universal Law’ por Ramana Maharshi.
A prática de yoga consegue trazer ao de cima o melhor que há em nós. Longe de ser apenas um exercício físico, tem a capacidade de nos iniciar na busca do nosso verdadeiro EU. A definição de yoga é união, contacto ou conexão com uma entidade superior, com a realidade, com a Verdade. Sem querer entrar no campo do esoterismo, na realidade o yoga é um caminho espiritual. E muitas pessoas que eventualmente inicam a sua prática porque querem emagrecer ou porque está na moda ou porque precisam de alongamentos, se de facto se dedicarem de corpo e alma, mais cedo ou mais tarde, descobrem que a parte física é apenas uma pequena componente de um sistema muito mais elaborado de desenvolvimento pessoal e espiritual. 
Para mim, que sempre fui viciada no ginásio e em formas de exercício algo extremas, o yoga parecia-me um exercício de alongamentos algo chato porque não me dava aquela adrenalina que uma boa aula de ‘body combat’ ou ‘rpm’ dava. Isto foi até ter experimentado o Ashtanga Yoga! Difere dos outros tipos de yoga na medida em que existe uma sequência pré-determinada e dinâmica de posturas que se vai aprendendo e memorizando aos poucos. Combinando as posturas com a respiração (ujjayi pranayama, respiração com som pela garganta) e com o foco do olhar num determinado ponto (drishti), e com a utilização de pontos energáticos (bandhas), as distrações externas são eliminadas, e a prática torna-se muito focada e pessoal. Numa aula, cada pessoa pratica ao seu ritmo e de acordo com as suas possibilidades.  É uma prática extremamente completa em termos físicos e transpira-se imenso! Quando experimentei a minha primeira aula de Ashtanga pensei: ´qual rpm! Uma boa prática de ashntanga consegue dar cabo de mim logo pela manhã!´ E foi uma paixão que se foi aprofundando ao longos dos 14 meses em que tenho praticado todos os dias! As razões que me levaram para o tapete não foram exclusivamente físicas, eu estava à procura de algo mais. E aos poucos lá fui encontrando! Foi o início de uma transformação interna e externa!

‘I have fallen in love with yoga, because it has made me fall in love with myself.’

I have recently read this phrase on a blog and I thought: ‘this is exactly what I feel about my yoga practice’. It was love at first sight and it has been extremely important for the development of the relationship with myself and for my self-esteem. Not loving yourself, or your body, can bring several problems, not only psychological, but also physical. How many people are capable to look in the mirror and say: ‘I love you!’. Probably not many. I am still not able to do it. But I am getting closer! Learning to love my body is the first step in that direction. And the practice of yoga has helped me a lot. It has taught me to hear my body and to respect it. To respect the fact that my hip is stiff or that my wrists are weak. It has also taught me also to be patient! And this is one important virtue to have. Things should happen on their own rhythm, it is not worth forcing or rushing. Everything will happen at the right time. A quote that I love is: ‘There is absolutely no need to hurry about anything: everything must happen only at the time appointed by the Universal Law’ by Ramana Maharshi.

The practice of yoga brings the best of us. Far from being just a physical exercise, it has the ability to initiate us in the search for our true SELF. The definition of yoga is union, contact or connection with one superior entity, with reality, with Truth. Without wanting to enter the field of esotericism, in reality yoga is a spiritual path. Many people that eventually start practicing because they want to loose weight or because it is trendy, or because they want to be flexible, if they dedicate themselves with body and soul, sooner or later, they will discover that the physical part is only a small component of a much more elaborate system of personal and spiritual development.
I have always been addicted to the gym and quite extreme forms of exercise, and so yoga seemed to me like a quite boring stretching exercise that would not give me the adrenaline that a good ‘body combat’ or ‘rpm’ class would give. This was until I tried Ashtanga Yoga! Ashtanga differs from other types of yoga in that there is a pre-determined and dynamic sequence of postures that is gradually learned and memorized. Through the combination of postures with breathing with sound (ujjayi pranayama) and with the focus of gaze on an given point (drishti), and with the use of energetic locks (bandhas), the external distractions are eliminated, and practice becomes quite focused and personal. In a class, each person practices at their own pace and according to their possibilities. This practice is extremely complete in physical terms and you sweat a lot! When I did my first Ashtanga class I thought: ‘who cares about rpm! this a hell of a physical workout!’ My passion for this practice has been deepening along the last 14 months of every day practice. The reasons that led me to the mat were not exclusively physical, I was looking for something more. And slowly I found it! And it was the beginning of a big internal and external change!

O caminho / The Journey

Cheguei a uma altura na minha vida em que comecei a questionar-me se era feliz. Depois de muito pensar, a minha conclusão foi que apesar de não ser totalmente infeliz, havia certamente coisas que não estavam bem. Aproveitei a minha estadia em Nova Iorque para tentar perceber o que precisava de mudar. Na realidade a percepção de que algo não estava bem já vem de há muito tempo e acentuou-se com a minha prática de yoga. Mas deixo isso para outro post! Nos últimos meses tenho vindo a descobrir como uma alimentação saudável, a prática de yoga e meditação e sobretudo aprender a viver o momento presente podem transformar a nossa vida.  Quando estamos em sintonia com o nosso corpo, e o alimentamos apenas com o melhor que a natureza tem para nos dar, gera-se um sentimento de calma e paz interior. Se a isto aliarmos a prática de yoga e meditação, é garantido que enfrentamos muito melhor os desafios que a vida nos coloca à frente. Aprendemos a viver o momento presente e a desfrutá-lo o melhor possível. E isso sem dúvida é uma ferramenta essencial nos dias que correm. 
No caminho que tenho vindo a percorrer tenho aprendido bastante sobre como me sentir melhor no meu corpo e na minha vida e sobretudo como ser feliz! É esse caminho que quero aqui partilhar, para que outras pessoas possam usufruir do que aprendi (e ainda estou a aprender) sobre alimentação, yoga e meditação. Incorporando conhecimentos ocidentais sobre nutrição holística com Ayurveda (medicina tradicional indiana) tenho conseguido ultrapassar um grande problema, que de certeza é partilhado por muitas pessoas, sobretudo mulheres, que é a alimentação emocional. Manter um peso saudável sem que isso seja uma constante obsessão, deixar de contar calorias, e sobretudo não ser restritivo no que respeita a uma boa sobremesa, são certamente objectivos atingíveis sem dietas rigorosas e sem aquele sentimento de desejo por uma guloseima! Para além de aprender a conjugar os alimentos de forma a melhorar a digestão, o segredo para o sucesso é aprender a ouvir o nosso corpo e a ser “mindful” em tudo aquilo que fazemos.
Para mim, que sempre tive uma relação obsessiva com a comida, este caminho tem sem dúvida sido muito importante para finalmente encontrar o meu equilíbrio, me sentir bem e confiante. 
Assim sendo, aqui estou eu, a inaugurar este blog! Também este é um grande passo para mim, no meu caminho! O de aprender a partilhar os meus sentimentos e emoções com o mundo! Fiquem atentos a receitas, conselhos, dicas e artigos sobre “wellness”! E claro a relatos da minha experiência pessoal! Segurem-se, porque isto vai ser uma aventura!

I reached a point in my life when I began to question myself if I was happy. After much thought, my conclusion was that although not totally unhappy, there were certainly things that were not right. I took advantage of my stay in New York to try to understand what needed to change. In reality, the perception that something was not right comes from a long time and accentuated with my yoga practice. But I will leave that for another post! 
In recent months, I have discovered how a healthy diet, the practice of yoga and meditation, and above all, learning to live in the present moment, can transform our lives. When we are in tune with our bodies, and feed only the best that nature has to give, a feeling of calm and inner peace is generated. If to this we join the practice of yoga and meditation, we will face the challenges that life brings us much more easily. We learn to live in the present moment and enjoy it as much as possible. And this is undoubtedly an essential tool to have nowadays. 
During my journey I have learned a lot about how to feel better in my body and in my life and especially how to be happy! This is the journey I would like to share, so others can benefit from what I learned (and am still learning) about nutrition, yoga and meditation. Incorporating Western knowledge about holistic nutrition with Ayurvedic (traditional Indian medicine) I have managed to overcome a major problem, which is certainly shared by many people, especially women, emotional eating. Maintaining a healthy weight without it being a constant obsession, stop counting calories, and especially not to be restrictive when it comes to a good dessert, are certainly achievable targets without strict diets and without that feeling of longing for a treat! In addition to learning how to combine foods in order to improve digestion, the secret to success is learning to listen to our body and to be “mindful” in everything we do. 
I have always had an obsessive relationship with food, and this approach has undoubtedly been very important to finally find my balance, and to feel good and confident. 
So here I am, inaugurating this blog! This is actually a big step for me, on my journey! To learn to share my feelings and emotions with the world! Stay tuned for recipes, advice, tips and articles on “wellness”! And of course my personal experience! Brace yourselves, because this will be an adventure!